quarta-feira, 27 de maio de 2009

Novos formatos conquistam o público (ou não)


A TV já passou por diversas transformações desde que nasceu no Brasil, em 1950. Mas as mudanças proporcionadas pela era da internet são o divisor de águas entre o modo antigo e o novo de se fazer TV.

Há muito se discute o formato de TV atual, mas já vemos algumas mudanças consideráveis no ar. Entre elas, o novo Globo Esporte, comandado por Tiago Leifert. O apresentador deu uma cara nova ao programa e o deixou mais interativo e dinâmico. Com uma linguagem descontraída, Tiago vem conquistando novos públicos, inclusive adolescentes.

Porém, para os mais velhos, o formato ainda é recebido com “um pé atrás”. Conversando com um amigo, Felipe, que fez pós-graduação em Jornalismo Esportivo, pude perceber que ainda há detalhes que chateiam os telespectadores do Globo Esporte. “Gosto do formato, mas não gosto da perda de qualidade das reportagens. Antes tinham mais modalidades, agora é só futebol de São Paulo e eu gostaria de saber o que se passa em outros Estados”, afirmou.

Já outra amiga, Marcela, que também é jornalista, disse que gosta do programa e que o prefere assim. “Acho que está melhor que antigamente. A gente é que demora pra se acostumar”, disse.

De tênis, calça jeans e camiseta, Tiago Leifert se mostra mais próximo do público, faz brincadeiras – permitidas em uma editoria leve como o esporte – , joga vídeo-game com esportistas e se comunica com os telespectadores por meio do Twitter. Além disso, o formato permite mais entrevistas ao vivo e um bate-papo menos maçante sobre as notícias do dia. Porém, acho que algumas matérias ficaram realmente superficiais em alguns casos. E você, o que acha?

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Papo de Amigos


Desde a estreia, o programa “Papo de Amigos”, da TV Gazeta, se propõe a falar com pessoas de diversas idades nas noites de sexta-feira. Amanda Françoso tem conseguido atrair o público para ver um papo descontraído, mas pouco denso, com três convidados toda semana.

Na última sexta-feira, os artistas da vez foram Fafá de Belém, Fani Pacheco e Max Fivelinha. O assunto passou por moda, comportamento e projetos profissionais, mas não criou uma liga entre os participantes – como já aconteceu no programa outras vezes. Os temas ficaram restritos a cada famoso, que representava uma classe artística e não fluiu.

Talvez a produção do programa pudesse igualar os convidados. Não que eles tenham de ser todos cantores ou atores, mas com ideias mais próximas, objetivos semelhantes. No caso do último, Fafá de Belém poderia ter rendido mais; Fani Pacheco ficou meio perdida na conversa e Max Fivelinha teve melhor desenvoltura, falou de sua carreira e deu dicas de moda.

O formato é interessante, é simples e funcional, mas os convidados têm de estar mais afinados para garantir um bate-papo mais consistente.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

‘Selinho’ lésbico


Demorou, mas aconteceu o primeiro selinho lésbico da TV. As atrizes Hermila Guedes e Fabíula Nascimento protagonizaram o primeiro beijo gay entre mulheres, durante atuação no seriado “Força Tarefa”, da Rede Globo, ontem.

A cena aconteceu em poucos segundos, mas foi significativa - levando em conta o fato da emissora sempre deixar "no ar" os relacionamentos homossexuais limitando-os a demonstrações de carinho, sem beijos.

Na minissérie “Queridos Amigos”, um selinho entre homens também aconteceu entre os atores Guilherme Weber e Bruno Garcia. Estes dois casos aconteceram em horários próximos à meia-noite e de forma bem discreta. Acho que ainda demora pra chegar ao horário nobre, mas já é um bom começo.

Bem melhor do que matar personagens (como aconteceu em “Torre de Babel”, com as atrizes Christiane Torloni e Silvia Pfeifer) ou cortar a cena de beijo já gravada (como a emissora fez em “América”, com os atores Bruno Gagliasso e Erom Cordeiro).

terça-feira, 5 de maio de 2009

Estreias do SBT


Na última segunda-feira, Silvio Santos estreou duas novas apostas para o horário da tarde: "Casos de Família" - agora com Christina Rocha - e "Programa do Ratinho".

O primeiro está mais agressivo. Já o segundo, é bem parecido com os últimos programas do apresentador Ratinho, que estava na geladeira de Silvio há um bom tempo.

Christina Rocha transformou o "Casos" em "barracos", como Silvio queria que Regina Volpato fizesse. Esta, por sua vez, não aceitou se igualar à Márcia Goldschmidt e acabou saindo do programa. A apresentadora já havia, inclusive, comentado sobre o assunto em seu blog pessoal e ganhou o apoio dos fãs.

Regina tratava os participantes do programa com dignidade e, de nenhuma forma, denegria a imagem deles ou incitava brigas, como vem fazendo a nova fórmula do "Casos de Família" - que deveria se chamar "Brigas de Família".

A justificativa para a mudança é sempre a audiência. Eles dizem que o público gosta de baixaria. E, em parte, isso é verdade e é a única explicação para o sucesso de muitos programas da TV aberta.

Silvio Santos perdeu uma boa apresentadora, afundou o recente "Olha Você" e está investindo em velhas fórmulas. Porém, o recurso parece ter dado certo. Segundo dados preliminares, "Casos de Família" marcou 9 pontos de média, com 11 de pico, e "Programa do Ratinho" obteve 8 de média e 10 de pico.

É esperar pra ver se a vice-liderança do SBT se manterá nas próximas tardes.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Pintando o sete!


Dia desses, dei uma espiada na novela “Caras e Bocas”, da Globo. A trama é até divertida, mas previsível. Porém, algo me chamou a atenção: a presença de um macaco (que pinta quadros) no elenco.

Ele joga as tintas livremente nas telas de Denis, interpretado por Marcos Pasquim, fazendo pinturas cheias de borrões e mistura de cores. O fato é que os quadros do macaco conquistam Simone (Ingrid Guimarães), que é sócia de uma galeria de arte. O que ela não sabe é que o pintor é o macaco!

Seria uma crítica à arte contemporânea, que considera quadros e instalações sem sentido como arte? O que é apreciado, hoje em dia, qualquer um pode fazer?

Em uma das cenas, Simone comenta que telas com paisagens são feias e são justamente estes que Denis costuma pintar.

Por trás do humor da novela, há sempre pontinhas de verdade. O que é a arte? O que mais te atrai em um quadro? Ainda prefiro artes com forma e que remetem a sentimentos, épocas e histórias...E vc?

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Trilogia de Glória Perez




(As três mocinhas de Glória Perez. Não são iguais?)

Glória Perez gosta de escrever novelas sobre outras culturas e costumes. Além disso, ela é perita em levantar assuntos polêmicos para que possam ser mais discutidos e entendidos.

O que “Explode Coração” (1995), “O Clone” (2001) e “Caminho das Índias” (2009) têm em comum? As três novelas foram escritas pela autora, tratam de culturas estrangeiras: cigana, árabe e indiana, respectivamente, e levantam assuntos polêmicos como o desaparecimento de crianças, clonagem, drogas e esquizofrenia.

Analisando um pouco mais, vamos encontrar outras semelhanças nas histórias da trama de Glória: amores impossíveis, impedidos pelos pais e pela tradição da família; nomes estranhos ao público; triângulos amorosos e desmistificação de preconceitos.

Culturas distantes
Trazer para nossas telas culturas que pouco conhecemos é a especialidade da autora. Por meio dos capítulos das três novelas, pode-se observar as crenças de cada povo já citado. Porém, apesar das novelas se passarem nos tempos atuais, as convicções representadas eram de tradições antigas que pouco existem nos países, mas existem.

Em “Explode Coração”, Dara, vivida por Tereza Seiblitz, vivia dividida entre o amor de um empresário bem-sucedido, Júlio Falcão (Edson Celulari) e a insistência de sua família para que se una ao homem que escolheram para ela, o cigano Igor (Ricardo Macchi) – eternizado por seu jeito “mecânico” de atuar.

Em “O Clone”, a história não foi diferente. Jade (Giovanna Antoneli) amava Lucas (Murilo Benício), mas acaba se casando com Said (Dalton Vigh), seguindo os costumes mulçumanos, e com ele tem uma filha, Kadhija (Carla Diaz). Mas, tempos depois, Said decide se unir à outra mulher – já que a poligamia era aceita na cultura árabe – e casa-se com Ranya (Nívea Stelmann) e pede para que o amigo Zein (Luciano Szafir) se case com Jade por dois dias, para que ela possa voltar para ele depois. O amigo se apaixona e é mais um disputando o amor da mulçumana.

Na atual “Caminho das Índias”, temos um triângulo formado por Maya (Juliana Paes), Bahuan (Márcio Garcia) e Raj (Rodrigo Lombardi).

Assuntos polêmicos e utilidade pública
Quem não se lembra de Odaísa (Isadora Ribeiro), da novela “Explode Coração”, que tinha um filho desaparecido e recorria ao movimento das “Mães da Cinelândia”, no Rio? Pois bem, o assunto do desaparecimento de crianças passou a ser mais divulgado nos meios de comunicação e virou debate público, após apresentação na novela.

Além disso, as fotos das crianças procuradas eram mostradas durante a novela – o que ajudou a achar 64 desaparecidos.

Já em “O Clone”, a discussão sobre a clonagem foi o ponto alto da novela. Paralelo a isso, a dependência química também foi retratada por meio dos personagens Mel (Débora Falabella), Nando (Thiago Fragoso) e Regininha (Viviane Victoretti). No final da trama – marcada por cenas como a de Mel bebendo perfume para não se drogar – os personagens conseguem se livrar do vício, apoiados pela família de classe média.

Em “Caminho das Índias”, a discussão fica por conta de duas vertentes da psiquiatria: a esquizofrenia e a psicopatia. Tarso (Bruno Gagliasso) representa a primeira e Yvone (Letícia Sabatella), a segunda.

Além de levar estes temas e proporcionar discussão, a autora promove a chance das pessoas os conhecerem e, assim, reverem seus preconceitos.

O que me incomoda
É louvável a forma como Glória Perez consegue envolver o público com suas tramas, mas uma coisa me incomoda: ver tantos personagens e histórias parecidas em três novelas distintas.

Será que a história do amor impossível ainda se aplica a uma sociedade como a nossa, mesmo em culturas diferentes? Não seria melhor retratar amores mais reais, com dificuldades reais?

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Eram os melhores mesmo?

Domingo passado foi realizada a premiação dos melhores do ano de 2008 no “Domingão do Faustão”. Alguns eleitos realmente mereceram a estatueta, mas outros...

Na minha opinião, o prêmio de melhor esportista, por exemplo, poderia ter ido para Maurren Maggi ou César Cielo, que ganharam medalhas de ouro nas Olimpíadas, mas quem ganhou foi Felipe Massa, segundo colocado no mundial da F-1. Ok, o cara também merece, mas ignorar o ouro de seus adversários, não achei justo.

Abaixo, está a lista dos vencedores comentada. Vamos lá:

Melhor humorista - Katiuscia Canoro (sim, ela mereceu! Lady Kate conquistou o público do já ultrapassado “Zorra Total”)

Melhor ator revelação - Miguel Rômulo (Esse menino é um excelente ator e devo dizer que, na fase adulta, vai “arrasar corações”)

Melhor jornalista - Patrícia Poeta (substituiu Glória Maria muito bem e superou a antecessora. Ela é simpática e se aproxima mais do público)

Melhor revelação musical - D-Black (aqui eu escolheria a banda Moinho, mas o cara é mais popular e acabou levando o prêmio)

Melhor esportista - Felipe Massa (como já disse, escolheria qualquer um dos outros dois concorrentes)

Melhor atriz mirim - Bruna Marquezine (Ela foi ótima em “Negócio da China”, mas a revelação mesmo neste quesito, para mim, foi Thavyne Ferrari, a Rafinha de “Três Irmãs”)

Melhor cantora – Ivete Sangalo (pela sexta vez, a baiana ganhou, mesmo com aquela música chata chamada “Dalila”. Aqui, daria o prêmio para Ana Carolina, que arrasou com as músicas “Vai” e “Tolerância”)

Melhor atriz revelação - Mariana Rios (ela foi destaque em “Malhação”, mas ainda sim daria o prêmio para Larissa Maciel que interpretou Maysa na minissérie. A atriz foi fantástica)

Música do ano – Tem Que ser Você, de Victor e Léo (Adoro essa música e a dupla merece)

Melhor ator coadjuvante – Cauã Reymond (Ok, o ator atuou muito bem como Halley de “A Favorita”, mas na disputa com Ary Fontoura e Jackson Antunes, este último levaria a estatueta das minhas mãos, sem dúvidas. Tô pra ver alcoólatra machista mais real que o Léo, da mesma novela)

Melhor atriz coadjuvante - Isis Valverde, como a Rakeli de "Beleza Pura" (Não concordo. Ela era engraçada e popular, mas daria o prêmio para Alinne Moraes, que fez a Silvia de “Duas Caras”, uma louca pra ninguém botar defeito, atuação perfeita)

Melhor Banda – NX Zero (Me desculpem os fãs adolescentes de plantão, mas o ano foi de Victor e Léo, então o prêmio deveria ir para eles)

Melhor ator – Murilo Benício (assino embaixo. Murilão matou a pau como o Dodi, de “A Favorita”)

Melhor atriz - Patrícia Pillar (Sim, sim e sim! Foi merecido, afinal nunca nos esqueceremos da vilã Flora, de “A Favorita”)

Melhor cantor – Seu Jorge (Mereceu pelo conjunto da obra, porque aquela música “Burguesinha” é bem chatinha)

E vc? O que achou da premiação?